IA Clona Identidades e Dispara Fraudes Financeiras

Em meio ao aumento de crimes digitais em São Paulo, especialistas alertam para a crescente dificuldade em detectar e prevenir fraudes financeiras devido ao uso de inteligência artificial (IA).

As deepfakes, que criam imagens falsas a partir de originais, estão sendo usadas para invadir contas bancárias e enganar sistemas de segurança. Danilo Barsotti, diretor técnico da idwall, revela que apenas três segundos de uma voz capturada são suficientes para cloná-la e utilizá-la em ligações fraudulentas.

O cenário atual é alarmante: criminosos utilizam tecnologia avançada para gerar cópias convincentes da fisionomia das pessoas, invadindo suas privacidades e contas bancárias.

A fabricação de um deepfake geralmente começa com a coleta de dados em redes sociais ou através de documentos roubados. Além disso, o mercado ilegal oferece “kits bico”, que incluem fotografias e documentos pessoais, facilitando ainda mais essas práticas ilícitas.

Casos como o do sexagenário José da Silva são cada vez mais comuns. Usando um duplo visualmente similar ao Sr. Silva, fraudadores conseguiram contrair um empréstimo em seu nome, causando um prejuízo de cerca de R$5.000. Andrea Reis, servidora pública, também foi vítima desses golpes ao sofrer um prejuízo superior à R$ 22.000 após cair em um site fraudulento e receber uma ligação enganosa.

Repercussões e Medidas de Segurança

Bancos asseguram que tais práticas suspeitas não são condizentes com suas políticas legítimas e incentivam os clientes a manterem seus dados pessoais e financeiros em sigilo absoluto.

Embora não exista ainda uma jurisprudência definida sobre responsabilidades nesses tipos de golpes eletrônicos, os sistemas bancários modernos estão cada vez mais equipados para identificar fraudes por meio do cruzamento de informações transacionais.

No entanto, é importante ressaltar que cada instituição financeira tem autonomia para definir seus próprios critérios internos sobre o que considera operações suspeitas ou legítimas. Isso cria uma realidade complexa onde os parâmetros preventivos precisam ser constantemente atualizados para proteger os consumidores desse tipo insidioso de cibercrime.

Aspecto Detalhes Impacto
Crime Digital Uso de IA para simular identidades e criar deepfakes. Aumento de fraudes financeiras e dificuldade em detecção.
Métodos Tecnologia que replica fisionomia e voz para enganar sistemas de segurança. Violação de contas bancárias e uso de dados roubados.
Recursos Ilegais “Kits bico” vendidos em plataformas como Telegram. Facilitação do acesso a dados pessoais para uso fraudulento.
Casos José da Silva e Andrea Reis sofreram prejuízos financeiros significativos. Empréstimos e transações não autorizadas resultando em perdas monetárias.
Resposta dos Bancos Incentivo ao sigilo de dados e uso de sistemas para detectar fraudes. Autonomia bancária na definição de operações suspeitas; necessidade de atualização constante.

Com informações do site Folha de S.Paulo.

IMPORTANTE: O Artigo acima foi escrito e revisado por nossos advogados. Ele tem função apenas informativa, e deve servir apenas como base de conhecimento. Sempre consulte um advogado para analisar seu caso concreto.

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